—A consciência não depende do cérebro, nem é um produto ou subproduto dele;
—A consciência sobrevive à morte. Não tem limitações de tempo e é eterna. Não é limitada pelo espaço, tempo ou forma. Não é matéria nem energia. É individualizada, imortal e indestrutível;
—Não existe salvação eterna nem condenação ou julgamento eterno por parte de um ser superior. Trata-se, antes, da existência eterna e da evolução progressiva das almas na consciência cósmica, cuja melhor definição é o mandato universal de amor incondicional a todas as coisas, incluindo a si mesmo;
—O sentido e o propósito de toda a existência é evoluir para uma expressão ou manifestação pura de amor incondicional por todas as coisas. O amor incondicional é o princípio organizador supremo que habita no universo/metaverso;
—Todos nós procedemos e regressaremos à mesma Fonte ou Criador, que pode ser descrito como amor incondicional total e perfeito, verdade absoluta e conhecimento total;
—Todos os seres vivos são um, aspectos de um todo interconectado, elementos vitais, todos eles, na matriz da criação. Não existe dicotomia real ou verdadeira entre seres animados e seres inanimados;
—O que semeamos, colhemos. O que fazemos aos outros, fazemos a nós mesmos, totalmente. Isto inclui o que fazemos aos animais, às árvores, aos oceanos, aos rios, à Terra, à sua atmosfera e ao espaço exterior, pois toda a criação é uma matriz interconectada e interdependente;
—Após a morte, haverá uma revisão abrangente na presença da Fonte ou Criador e de Tudo-o-que-é, que incluirá todos os sentimentos, pensamentos, palavras e ações, bem como o impacto total que tivemos no conjunto da criação. Tudo será revelado. Nada ficará oculto;
—Nesta revisão de vida, julgamos a nós mesmos na presença do amor incondicional puro, do conhecimento total e da verdade absoluta. Não há nenhum julgamento externo, apenas nós julgamos a nós mesmos perante o amor, a beleza e a perfeição indescritíveis;
—Na revisão da nossa vida, sentimos a alegria e o amor que proporcionámos centenas de vezes, ao mesmo tempo que sentimos a dor e o sofrimento que causámos centenas de milhares de vezes;
—Sempre que e em qualquer ocasião produzimos dor e sofrimento, comprometemo-nos diligentemente a um processo de expiação plena (e algo mais) para compensar ou reparar o dano que causámos. Esta reparação ocorre no curso de vidas futuras de várias formas, tempos e lugares;
—Durante toda a eternidade manifestamo-nos em tantas formas e lugares diversos quanto necessário para oferecer reparação àqueles a quem prejudicámos e para aprender a amar todas as coisas incondicionalmente, incluindo a nós mesmos, até possuirmos este amor de forma perfeita e constante;
—Quando dominamos a prática constante do amor incondicional, reunimo-nos novamente como Unidade com a Fonte de onde provimos, porque nos igualamos ou harmonizamos com a vibração da Fonte. Este é o estado de bem-aventurança sublime normalmente conhecido como "céu". Não há nenhuma forma de ser mais elevada. Esta é a perfeição, o amor e a felicidade totais. Concluiu-se o renascimento da forma, salvo para aquelas encarnações voluntárias para servir o bem maior;
—Só podemos ser tão fortes como o elo mais fraco. O bem do um e o bem dos muitos são simbióticos. Ambos florescem no nosso estado natural ideal de unidade, harmonia, paz e amor perfeitos
—Todo o sofrimento colectivo é auto-infligido colectivamente, nascido de ilusões e percepções erróneas, causado por não nos vermos a nós mesmos e à realidade maior tal como verdadeiramente somos dentro do quadro mais amplo e do design mais grandioso. A Fonte ou criador não é responsável pelas desgraças e sofrimento que nos causamos a nós mesmos e ao nosso planeta pela nossa própria decisão e livre vontade.
JOHN R. AUDETTE